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Estimados delegados,
Vivemos numa civilização dos meios sem fins; numa época que, pela opulência de recursos e falta de ideais, se assemelha a um vasto corpo com uma alma esquálida. Descobrimos os segredos do átomo, mas graças a um pragmatismo irresponsável, vivemos sob a sombra da completa aniquilação pelas armas nucleares. Desenvolvemos bens materiais de qualidade e escalas nunca vistas, mas permitimos que a miséria grasse em todas as partes do mundo. Atingimos patamares de evolução sanitária e medicinal impensáveis até um passado recente, porém mesmo em regiões tidas como desenvolvidas, o fácil acesso à saúde não pode ser considerado um direito amplo e irrestrito. Elaboramos sofisticados sistemas econômicos, panacéias para todas as aflições, mas ignoramos seus efeitos sobre o meio ambiente, e fechamos os olhos frente a galopante desigualdade social. Desta forma rumamos, de modo rápido e inconteste, à auto-destruição.
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